13 DIAS, 13 NOITES – 13 JOURS, 13 NUITS
Opinião
Num país em ebulição, há momentos em que se refugiar numa embaixada passa a ser a única forma de sobreviver ao caos e à perseguição política, e a única porta de saída. Foi assim no Afeganistão, quando as trocas dos EUA saíram do país depois de 20 anos de ocupação e o Talibã assumiu, sedento pela intimidação e violência. 13 DIAS E 13 NOITES é o tempo em que a embaixada da França, na figura do comandante Mohamed Bida, responsável pela segurança, precisa dar conta de evacuar o maior número possível de franceses. Todas as outras embaixadas já retiraram seus servidores e cidadãos e a da França é a última em operação.
O clima é de suspense, porque sempre fica a dúvida se vai dar tempo. Uma trilha sonora exagerada marca esse compasso, como se o drama do momento não fosse o suficiente. Pesa no melodrama e na construção de heróis ocidentais caricatos, naquela visão imperialista de que há os civilizados e os selvagens. É na biografia de Mohamed Bia que o filme se baseia (ele que estava prestes a se aposentar), mas é uma pena que opte por um tom maniqueísta. Até parece filme americano.


Comentários