OSCAR 2011

Cartaz do filme OSCAR 2011

Opinião

Ontem o Oscar 2011 não apresentou surpresas. Venceu quem tinha que vencer e ponto. Prefiro assim, um Oscar mais democrático, com escolhas equilibradas. Sinal de que o público foi premiado com vários bons filmes, com talentos diversos. Mas também é verdade que quando há um filme arrebatador, imbatível, que abocanha a maior parte das principais estatuetas ele se torna inesquecível. Quem não se lembra de A Lista de Schindler, Gandhi, O Último Imperador, Titanic, O Senhor dos Anéis, por exemplo? Fato é que não tivemos isso na produção do ano passado, mas sim ótimas atuações, espalhadas por vários filmes.

Outro ponto positivo foi o formato da cerimônia. Finalmente a Academia de Hollywood resolver fazer algo mais dinâmico, com apresentações mais rápidas de canções, por exemplo, tornando a premiação algo possível para nós brasileiros, que precisamos entrar na madrugada em plena segunda-feira – embora 1h30 da matina não seja um horário muito promissor. Os apresentadores Anne Hathaway (em O Casamento de Rachel) estava bem, já James Franco (de 127 Horas) um tanto quanto indiferente…

O grande premiado da noite foi O Discurso do Rei. Levou para casa o que lhe era de direito: melhor roteiro original, ator (Colin Firth), diretor (Tom Hooper) e filme. Também levou quatro estatuetas o filme A Origem, em quisitos mais técnicos – que é o forte do filme, convenhamos: melhor edição e mixagem de som, efeitos especiais e fotografia – embora este eu tivesse preferido dar à Bravura Indômita. A Rede Social ficou com trilha sonora, roteiro adaptado e edição. Alice no País das Maravilhas ganhou o que poderia ganhar: vestuário e direção de arte – ou seja, o visual, que é o que o filme tem de bom – porque o resto não me convenceu, não gosto do roteiro, nem da adaptação do clássico. O Vencedor ganhou dois prêmios importantes e juntos, muito justos: melhor ator coadjuvante para Christian Bale e atriz coadjuvante para Melissa Leo. Toy Story 3 foi a melhor animação – e é mesmo – e teve a melhor canção, We Belong Together.  Trabalho Interno foi o melhor documentário, deixando Lixo Extraordinário para trás – uma pena, gosto muito dos dois. Por último, mas não menos importante, Natalie Portman foi a melhor atriz por Cisne Negro. Imbatível, incontestável e comentadíssima durante toda a temporada pré-Oscar. Há quem tenha amado o filme, quem tenha odiado – fico na primeira turma. Mas não há quem tenha saído do filme indiferente.

Adoro a categoria de filme estrangeiro – traz sempre visões de mundo diferenciadas e interessantíssimas. Este ano não foi diferente (eu diria até que foi especial – veja no Cine Garimpo os indicados). Venceu o ótimo Em Um Mundo Melhor – imperdível, fala de uma questão complicada e frequente entre crianças e adolescentes: o bullying. O prêmio de documentário de curta-metragem foi para Strangers no More, sobre crianças refugiadas, vindas de 48 países, acolhidas em uma escola de Tel Aviv;  o melhor curta-metragem para o americano  God of Love e curta de animação para o australiano The Lost Thing – todos inéditos no Brasil.

Para ver a lista completa dos indicados, acesse Oscar 2011 – indicados.

Comentários