FESTIVAL DE CANNES 2015

Cartaz do filme FESTIVAL DE CANNES 2015
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Opinião

Não era por falta do que fazer. A lista de filmes pendentes para ver e escrever é grande – e só tende a aumentar. Não para nunca. Mesmo assim consegui dar um pulinho em Cannes, sentir-me dentro da coletiva de imprensa, representada por jornalistas do mundo todo.

Aproveito pra matar a saudades da língua francesa. Da primavera francesa. Sentir-me em Cannes, acompanhando os comentários, photocalls e entrevistas com diretores, atores, atrizes e membros do júri é sensacional. É como se fosse plantada uma semente de curiosidade de cada um dos filmes – alimentada até o dia em que eles pousarem por aqui.

Alimentado com rapidez e eficiência, o site oficial do Festival de Cannes. A começar por quem decide a Palma de Ouro, o prêmio da  minha categoria predileta, Un Certain Regard: o grande júri, presidido pelos irmãos Joel e Ethan Coen, aqueles geniais diretores que filmes como o drama musical Inside Llewyn Davis: A Balada de um Homem Comum, Bravura Indômita, Um Homem Sério, Onde os Fracos Não Têm Vez, Queime Depois de Ler.  A bola está com eles. E este ano a escolha foi bem eclética – e internacional, como sempre. Aliás, uma das melhores respostas foi dada por Joel Coen, quando uma jornalista pergunta o que ele acha dessas novas formas de assistir aos filmes (internet, Netflix, etc). Ele responde: “Você quer saber o que eu acho de as pessoas assistirem a Lawrence da Arábia no Iphone?”. Disse tudo. Genial!

Começando pela Espanha, com a atriz Rossy de Palma, figura marcante em vários filmes de Pedro Almodóvar, como Abraços Partidos. Depois, Canadá, com o jovem e precoce diretor Xavier Dolan, que levou o prêmio do júri em 2014 com o forte Mommy, além de ter sido premiado em diversos festivais no mundo com Eu Matei Minha Mãe e Lawrence Anyways. Confessou ter sido mimado demais pelo festival (concordo, tem só 24 anos!) e ser novo demais para dar pitacos sobre repertórios cinematográficos que incluam a musa do cartaz deste ano: Ingrid Bergman. Sienna Miller é americana, atriz de Sniper Americano e Foxcatcher. Humilde na entrevista coletiva, estava genuinamente lisonjeada com o convite – não esperava estar em Cannes, muito menos na mesa do júri.

Da França temos Sophie Marceau, atriz francesa que tinha um ar mais blasé, a cantora e compositora de Mali, Rokia Traoré, que não tem ligação direta com o cinema – interessante esse convite, o que dá ao júri uma composição criativa. O ator americano Jake Gylenhall, de O Abutre e Os Suspeitos, e o diretor mexicano Guillermo del Toro, de O Labirinto do Fauno e Hobbit.

Com essa turma no comando, o festival de Cannes termina dia 24.

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